Bairro de São Bento

O Bairro de São Bento é o centro político do país, é o local onde está situada a Assembleia da República no edificio do antigo Mosteiro de São Bento da Saúde. As ruas principais de São Bento são a rua de São Bento e a rua do Poço dos Negros. São Bento é um bairro de ruas estreitas, sinuosas e labirínticas, a única forma aconselhável de perceber e conhecer todos os pormenores de São Bento a caminhar... A partir da Assembleia da República, é possível descer a Avenida Dom Carlos I, e, em apenas dez minutos chegar até ao rio Tejo ou entrar no comboio do Cais do Sodré e viajar até à vila de Cascais ou Estoril. São Bento é o local onde se realizam manifestações políticas, quando o povo pacífico tem algum assunto para comunicar com o país! Está próximo do bairro de Santos, do bairro da Estrela e da zona das Amoreiras. A paisagem de São Bento tem como principais destaques o Convento de São Bento e o Palácio da Flor da Murta. Foi em São Bento que nasceu o escritor português Alexandre Herculano, onde viveram a fadista Amália Rodrigues e o poeta Fernando Pessoa, dois dos grande simbolos da cultura portuguesa. São Bento é um bairro tranquilo onde é possível viver em segurança e harmonia.

A Junta de Freguesia do Princípe Real é a A Junta de Freguesia Misericórdia.

Locais a visitar

  • Mosteiro de São Bento da Saúde (Assembleia da República)
  • Jardim de São Bento
  • Café de São Bento
  • Casa de Chá de Santa Isabel
  • Chafariz da Esperança
  • Escadinhas da Travessa de Arrochela

Top 10 atrações para visitar em São Bento

1. Palácio de São Bento

Localização (38.713365, -9.153932) O Palácio de São Bento é desde 1834 a sede do Parlamento da Assembleia da República, o órgão legislativo do Estado Português. Começou a ser construído em 1598 na Quinta da Saúde. O Mosteiro era oficialmente designado por Mosteiro de São Bento da Saúde, mas também era conhecido como Mosteiro dos Negros devido a ter pertencido aos Frades Negros de Tibães. O Mosteiro foi iniciado por Baltazar Álvares (1560-1630) e concluído por Frei Pedro Quaresma e Frei João Turriano. A planta original do mosteiro integrava quatro claustros, uma igreja com capelas laterais, duas torres, um dormitório, uma barbearia, uma cozinha, um refeitório, adegas, um lagar, um forno e oficinas. O Mosteiro de São Bento da Saúde foi entregue às Cortes no dia 4 de Setembro de 1833. Os principais pontos de interesse do Palácio de São Bento são:

Fachada Principal do Palácio de São Bento

A Fachada Principal do Palácio de São Bento foi da autoria de Miguel Ventura Terra (1866-1919) e remodelada pelo arquitecto José Marques da Silva (1869-1947). Na fachada principal destacam-se:

  • Quatro estátuas femininas - representam, da esquerda para a direita, a Prudência, da autoria de Raúl Xavier (1894-1964), a Justiça, da autoria de Costa Motta (1877-1956), a Força, da autoria de Maximiano Alves (1888-1954) e a Temperança, da autoria de Salvador Barata Feyo (1899-1990)
  • Frontão: localizado por cima da varanda, tem trinta metros de comprimentos e seis metros de largura, é da autoria de Simões de Almeida (1880-1950). A decoração do tímpano reflecte uma referência ao programa ideológico do Estado Novo (1933-1974). Existem dezoito figuras, nomeadamente a Pátria, localizada ao centro com a inscrição em latim Omnia Pro Patria (Tudo pela Nação), a Indústria e o Comércio

Átrio Principal do Palácio de São Bento

O átrio principal do Palácio de São Bento destaca-se pelo pavimento em pedra de lioz a imitar o mármore e pelos vários bustos, nomeadamente o busto de Luís Vaz de Camões da autoria de José Aurélio, o busto de Hintze Ribeiro (1849-1907) e o busto de António Cândido (1850-1922) da autoria de Maximiano Alves (1888-1954), o busto de Bernardino Machado (1851-1944) da autoria de António Duarte (1912-1998), o busto de António José de Almeida (1866-1929) da autoria de Joaquim Correia (1920-2013), o busto de Afonso Costa (1871-1937) da autoria de António Paiva (1926-1987), o busto do Presidente da Assembleia Constituinte de 1975-1976, o busto de Henrique de Barros (1904-2000) da autoria de Lagoa Henriques (1923-2009). Os bustos encontram-se localizados nos locais das antigas capelas laterais. O átrio principal era o local da antiga igreja do mosteiro. Nos corredores de acesso à Escadaria Nobre destacam-se cinco bustos de deputados importantes, nomeadamente o busto de Francisco Margiochi (1812-1879) da autoria de Anatole Camels (1822-1906), o busto de Anselmo Braamcamp Freire (1849-1921) da autoria de Costa Mota, o busto de Francisco Salgado Zenha (1923-1993) e o busto Francisco Sá Carneiro (1934-1980) da autoria de Carla Gonçalves (1971-)

Sala do Senado do Palácio de São Bento

A Sala do Senado era a antiga Sala do Capítulo do Mosteiro de São Bento. A sala tem uma planta semicircular em forma de anfiteatro, sendo da autoria de Jean-François Colson. Os principais pontos de interesse são:

  • A clarabóia no tecto que proporciona luz natural à sala
  • Oito bustos em mármore que representam alguns dos parlamentares mais importantes da História, nomeadamente o busto do Duque de Palmela da autoria de António Cerqueira, o busto de Dom Guilherme, o busto do Duque da Terceira da autoria de Manuel Bordalo Pinheiro, o busto do Conde do Lavradio da autoria de Miguel Santos, o busto do Duque de Loulé da autoria de Simões de Almeida, tio, e o busto de Fontes Pereira de Melo da autoria de Simões de Almeida, sobrinho
  • Mesa da Presidência da Assembleia da República com dois baixos-relevos que integram retratos do Duque de Palmela e de Dom Guilherme, o Cardeal Patriarca de Lisboa, da autoria de Anatole Camels
  • Retrato do Rei Dom Luís (1838-1889) da autoria de José Rodrigues (1828-1887)

Galeria dos Presidentes do Palácio de São Bento

Galeria dos Presidentes com destaque para os retratos pintados a óleo. Retrato do Presidente da Assembleia Constituinte Henrique de Barros (1904-2000), da autoria de Pedro Girão e retratos dos doze antigos Presidentes da Assembleia da República, nomeadamente: retrato do Vasco da Gama Fernandes, retrato do Teófilo Carvalho dos Santos, da autoria de Pedro Girão, retrato do Leonardo Ribeiro de Almeida, da autoria de Fernando Alves de Sousa, retrato do Francisco Oliveira Dias, da autoria de Maria Antónia Machado, retrato do Manuel Tito de Morais, da autoria de Pinheiro de Santa Maria, retrato do Fernando Amaral, da autoria de Fernando Alves de Sousa, retrato do Victo Crespo, da autoria de Maluda, retrato do António Barbosa de Melo, da autoria de Ana Duarte de Almeida, retrato do António Almeida Santos, da autoria de António Macedo, retrato do João Bosco Mota Amaral, da autoria de João Cruz Rosa, retrato do Jaime Gama, da autoria de Isabel Garcia e o retrato de Maria da Assunção Esteves, da autoria de Isabel Guerra Peñamaria

Sala de Visitas do Presidente da Assembleia da República

Sala de Visitas do Presidente da Assembleia da República com destaque para:

  • Retrato do Rei Dom Carlos I (1863-1908) da autoria de José Malhoa
  • Tapete de Arraiolos bordado especialmente para a sala

Salão Nobre do Palácio de São Bento

O Salão Nobre é atualmente usado para recepções oficiais, era antigamente o local onde se encontrava o coro alto da igreja do Mosteiro de São Bento, tendo sido construído durante a década de 1940. O Salão Nobre é da autoria de Pardal Monteiro e apresenta os seguintes pontos de interesse:

  • Sete pinturas da autoria do gabinete de Adriano Sousa Lopes a representar figuras e acontecimentos dos Descobrimentos Portugueses, nomeadamente a entrega do plano para a realização dos Descobrimentos pelo Infante Dom Henrique ao capitão da Armada, a Tomada de Ceuta de 1415, a passagem de Diogo Cão pela foz do rio Zaire, a passagem do Cabo da Boa Esperança por Bartolomeu Dias, a descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral em 1500, a conquista de Malaca por Dom Afonso de Albuquerque (1453-1515) e a recepção de Vasco da Gama pelos emissários do Samorim
  • Varanda: é a única varanda do edifício do Palácio de São Bento e destaca-se devido à presença de doze colunas e dez pilares de ordem Coríntia

Sala dos Passos Perdidos do Palácio de São Bento

A Sala dos Passos Perdidos é o local onde se realizam os encontros entre a Comunicação Social, os deputados e os restantes membros do Governo. A sala dos Passos Perdidos é da autoria de Miguel Ventura Terra. A Sala dos Passos Perdidos tem por principais destaques as pinturas a representar Viriato, da autoria de João Vaz, a Convenção de Évora-Monte de 1834 e os seis painéis, da autoria de Columbano Bordalo Pinheiro, que representam figuras da História de Portugal, nomeadamente:

  • Dom Dinis, João das Regras e Dom João II
  • Febo Moniz, Padre António Vieira, Dom Luiz de Meneses (Conde da Ericeira) e João Pinto Ribeiro
  • Conde de Castelo Melhor, Dom Luís da Cunha, Marquês de Pombal e José Seabra da Silva
  • Manuel Fernandes Tomás, Manuel Borges Carneiro e Joaquim António de Aguiar
  • Mouzinho da Silveira, Duque de Palmela, Duque de Saldanha e José da Silva Carvalho
  • Passos Manuel, Almeida Garrett, Alexandre Herculano e José Estevão de Magalhães

Sala das Sessões do Palácio de São Bento

A Sala das Sessões foi inaugurada em 1903 após o incêndio que ocorreu em 1895. A Sala das Sessões é da autoria de Miguel Ventura Terra, sendo o local onde se sentam os 230 deputados da esquerda para a direita de acordo com a ideologia que representam, tendo como referência a Mesa do Presidente da Assembleia da República. Os destaques da Sala das Sessões são:

  • Estátua de corpo inteiro a representar a República, da autoria de Anjos Teixeira
  • Luneta a representar as Cortes Constituintes de 1821, responsáveis pela Constituição de 1822, da autoria do pintor Veloso Salgado
  • Pinturas do teto, da autoria de Alves Cardoso, que representam a Ciência, Artes e Indústria; a Pátria, Paz e Fortuna; Comércio e Agricultura
  • Seis estátuas de gesso representando a Constituição, da autoria de Simões de Almeida, sobrinho, a Lei, da autoria de Francisco Santos, a Jurisprudência, da autoria de Costa Mota, a Eloquência, da autoria de Júlio Vaz Júnior, a Justiça, da autoria de Costa Mota, sobrinho, e a Diplomacia, da autoria de Maximiano Alves.

Sala Acácio Lino do Palácio de São Bento

A Sala Acácio Lino é a atual sala de trabalho de um grupo parlamentar, é designada desta forma devido à presença de quatro pinturas da autoria de Acácio de Magalhães Lino (1878-1956). As pinturas representam episódios importantes da História de Portugal, nomeadamente:

  • Batalha de São Mamede
  • A Conspiração de 1640
  • A Reconstrução de Lisboa por Marquês de Pombal
  • Alegoria à Pátria, às Artes, à Indústria, à Agricultura e à História de Portugal

Sala Lisboa do Palácio de São Bento

A Sala Lisboa também é designada por Sala Lino António, o autor das pinturas que se encontram na sala. As pinturas representam figuras e acontecimentos da História de Portugal, nomeadamente:

  • Conquista de Lisboa por Dom Afonso Henriques em 1147
  • Rei Dom Dinis (1261-1325)
  • Infante Dom Henrique e os Descobrimentos Portugueses
  • O Marquês de Pombal e as suas Obras

Refeitório dos Monges do Palácio de São Bento

Na sala Refeitório dos Monges destacam-se os dezoito painéis de azulejos de 1770 onde se representam episódios da vida de São Bento

Sala dos Arcos do Palácio de São Bento

Sala dos Arcos é o atual Arquivo Histórico Parlamentar onde é possível encontrar a documentação da História Constitucional Portuguesa

Jardim Interior do Palácio de São Bento

O jardim interior do Palácio de São Bento foi projectado por Miguel Ventura Terra e reformulado por António Lino em 1936 e 1937. Os destaques do jardim interior são:

  • Esculturas da autoria de Leopoldo de Almeida (1898-1975) representando as oito províncias de Portugal durante o Estado Novo, nomeadamente Trás-os-Montes, Minho, Beira Litoral, Beira Alta, Beira Baixa, Alentejo, Extremadura e Algarve, e as oito cidades onde se realizaram as Cortes: Guimarães, Braga, Porto, Lisboa, Leiria, Santarém, Évora e Almeirim

Escadaria do Palácio de São Bento

A Escadaria do Palácio de São Bento tem como pontos de interesse os Painéis, da autoria de Jaime Martins Barata (1899-1970). Os Painéis representam as Cortes de Leiria realizadas no século XIII, onde pela primeira vez estiveram presentes representantes do Povo, e representam alegorias à Indústria, à Arte, Ciência, Humanidades, Agricultura e Comércio do século XV. Os painéis foram inaugurados em 1944.

Sala Dona Maria II do Palácio de São Bento

A Sala Dona Maria II foi concebida para a realização de conferências. Atualmente é o local onde se realizam as reuniões de Conferências de Líderes dos Grupos Parlamentares da Assembleia da República. Os principais destaques Sala Dona Maria II são:

  • Teto com figuras mitológicas que representam: Minerva, Mercúrio, Vénus e a Justiça
  • Retrato do Duque de Palmela (1781-1850), retrato do Duque de Loulé (1804-1875) da autoria de António Félix da Costa (1887), retrato do Conde de Lavradio (1796-1870) e retrato de Dom Guilherme, Cardeal Patriarca de Lisboa (1793-1857)
  • Retrato de Fontes Pereira de Melo (1819-1887), retrato de João Crisóstomo (1811-1895), da autoria de Veloso Salgado (1864-1945), retrato de Duque de Ávila e Bolama (1807-188) e retrato de José Rodrigues de Carvalho (1830-1908), da autoria de José Nunes Ribeiro Júnior
  • Retrato da Rainha Dona Maria II (1819-1853), de autoria desconhecida

2. Jardim de São Bento (38.711659, -9.154793)

Jardim de São Bento localizado ao lado do Palácio de São Bento, destaca-se pelo conjunto de estátuas designado por A Família, da autoria de Leopoldo de Almeida (1898-1975)

3. Fundação Mário Soares

Fundação Mário Soares (38.712856, -9.152826): localizada próximo do Palácio de São Bento, a fundação tem por missão promover e realizar atividades culturais e políticas, e preservar a memória e a história do ex-Presidente da República Mário Soares (1924-2017). A Fundação Mário Soares foi fundada no dia 12 de Setembro de 1991 pelo próprio Mário Soares. Os principais destaques da Fundação Mário Soares são:

  • Arquivo e Biblioteca: destaca-se a documentação relacionada com Mário Soares, História Contemporânea de Portugal, da República em Portugal e os artigos relacionados com o acontecimento marcante da história de POrtugal, a Revolução de 25 de Abril de 1974, tambem conhecida como Revolução dos Cravos, que terminou com o regime ditatorial vigente desde 1933
  • Casa-Museu de Mário Soares: localizada na freguesia de Cortes, concelho de Leiria, encontra-se um edifício que integra a Casa-Museu de Mário Soares e o Centro Cultural João Soares. Estas duas instituições são geridas pela Fundação Mário Soares. Merece destacar a Biblioteca, um painel de azulejos da autoria de Heim Semke e o jardim projectado pelo arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles

4. Mercado de São Bento

Mercado de São Bento (38.714039, -9.153220): localizado em frente ao Palácio de São Bento é uma das principais atracções da rua de São Bento devido à grande variedade gastronómica que apresenta. Era o local onde se encontrava a antiga horta dos frades do Mosteiro de São Bento. O Mercado de São Bento foi inaugurado no dia 1 de Janeiro de 1881 e tinha 29 tendas que vendiam legumes, frutos, aves, carne, peixes, bebidas. O Mercado de São Bento está renovado com novas ofertas que merecem destacar, nomeadamente a Tasquinha Dim Sum, a salsicharia austríaca Wurst ou a gelateria Nannarella

5. Fundação Amália Rodrigues

Fundação Amália Rodrigues (38.715434, -9.154642): localizada na rua de São Bento, 193, integra a Casa-Museu de Amália Rodrigues. A Casa-Museu de Amália Rodrigues foi inaugurada no dia 24 de Julho de 2001 e apresenta-e com o mesmo aspecto desde a morte de Amália Rodrigues no dia 6 de Outubro de 1999. A Fundação Amália Rodrigues foi criada por vontade da fadista em testamento. Os principais pontos de interesse são um mostruário com condecorações que Amália Rodrigues recebeu ao longo da carreira, peças de loiça da Companhia das Índias, retrato de Amália Rodrigues da autoria de Luís Pinto Coelho, a sala de jantar e o quarto

6. Café São Bento

Café São Bento (38.713239, -9.153074): O Café de São Bento faz a recriação do antigo Bife à Marrare, está localizado na rua de São Bento, número 212, é conhecido por ter o Melhor Bife de Lisboa de acordo com a TimeOut. O Café de São Bento foi inaugurado no dia 12 de Julho de 1982 com o objetivo de recriar o Bife à Marrare. O Bife à Marrare era servido nos cafés e restaurantes de Lisboa nos séculos XVIII e XIX. António Marrare, napolitano, veio para Lisboa em finais do século XVIII e abriu vários cafés e restaurantes, próximo do Teatro de São Carlos, no Cais do Sodré, no Chiado e na rua dos Sapateiros. Foi no restaurante da rua dos Sapateiros, conhecido como Marrare das Sete Portas que surgiu o Bife à Marrare em 1884. O Café de São Bento recebeu vários prémios, nomeadamente um dos dez melhores restaurantes em Lisboa para o portal inglês The Culture Trip e pela revista norte-americana Times num artigo Where Top Chefs Eat

7. Casa-Museu Mestre João da Silva

Casa-Museu Mestre João da Silva (38.718392, -9.154408): localizada próximo da rua de São Bento e do Largo do Rato destaca-se pela colecção de 5595 peças de ourivesaria, escultura, numismática, medalhística, cerâmica, gesso e aproximadamente 300 obras de arte. Foi nesta casa que João da Silva (1880-1960), escultor, medalhista e cinzelador, viveu e trabalhou. Mestre João da Silva destacou-se devido a vários trabalhos, nomeadamente a Primeira Medalha de Ouro da República de 1916, a Primeira Medalha Comemorativa do centenário de Silva Porto em 1950, os monumentos de homenagem aos mortos da Primeira Guerra Mundial* (1914-1918) em Poulignen, Évora e Valença do Minho, monumento de homenagem a Júlio Diniz no Porto ou de Sousa Lara em Angola

8. IADE: Creative University

IADE: Creative University (38.707321, -9.152542): localizado na Avenida Dom Carlos I destaca-se pela dimensão e pela arquitetura em desenho de cruzes metálicas que apresenta nas janelas. O IADE foi fundado em 1969, tendo sido a primeira escola de design de Portugal. O IADE integra a Laureate International Universities, o maior grupo de ensino superior desde 2015 e a Universidade Europeia desde 2016

9. Atelier Museu Júlio Pomar

Atelier Museu Júlio Pomar (38.711585, -9.150404): localizado próximo da rua de São Bento destaca-se pela promoção e preservação da obra de Júlio Pomar. Júlio Pomar destaca-se devido a várias obras nas áreas da cerâmica, pintura, desenho e gravura, especificamente a pintura O almoço do trolha de 1946-1950, o painel de azulejos na Avenida Infante Santo em Lisboa, o quadro Gadanheiro. Júlio Pomar ganhou vários prémios e condecorações, nomeadamente o Prémio de Gravura em 1957, o Prémio Bissaya Barreto em 2018, Grande-Oficial da Ordem da Liberdade em 2004 e Doutoramento Honoris Causa da Universidade de Lisboa em 2013. O Atelier Museu Júlio Pomar tem por principais pontos de interesse a obra de Júlio Pomar, a realização de conferência e atividades culturais e a publicação Cadernos do Atelier

10. Aqueduto da rua do Arco a São Mamede

Aqueduto da rua do Arco a São Mamede (38.717167, -9.154731): localizado na rua de São Mamede, o aqueduto faz a ligação entre a rua de São Bento e a rua da Escola Politécnica. O aqueduto da rua do Arco a São Mamede integrava os 127 arcos do Aqueduto das Águas Livres, que o Rei de Portugal Dom João V (1689-1750) mandou construir entre 1732 e 1748 com o objetivo de abastecer água a Lisboa. Próximo ao arco do aqueduto encontra-se um chafariz construído pelo arquitecto Reinaldo Manuel dos Santos (1731-1791), engenheiro e arquitecto militar que participou na elaboração de várias obras no país, designadamente a Igreja de Nossa Senhora dos Mártires em Lisboa, o chafariz do Largo do Carmo ou a Basílica da Estrela

... E mais lugares interessantes a visitar no Bairro de São Bento

  • Alma Lusa (38.719186, -9.155741): a Alma Lusa é uma loja de artigos colecionáveis relacionados com temas tipicamente portugueses, localizada próximo do Largo do Rato e da rua de São Bento. A loja Alma Lusa vende vários tipos de produtos, todos de origem portuguesa
  • Casa de Chá Santa Isabel (38.719537, -9.155504): localizada na rua de São Bento,. A Casa de Chá Santa Isabel recria as receitas de chá do Grupo de Vicentinas da Obra de Nossa Senhora do Amparo. Na década de 1950, as Vicentinas integraram desfiles de moda com a oferta de chás e scones aos espectadores. Surgiu o que veio a ser designado como O Melhor Lanche de Lisboa. Das Vicentinas sobrevivem duas pessoas e os lucros da Casa de Chá Santa Isabel são doados para as obras sociais da Paróquia de Santa Isabel
  • Denegro (38.718531, -9.155671): é um restaurante de chocolates localizado na rua de São Bento. É a primeira oficina artesanal de chocolates dedicada ao fabrico de bombons. A oficina Denegro destaca-se pela realização de workshops, pela personalização de bombons para particulares e empresas e pela realização de tertúlias*. Denegro foi inaugurada em 2008
  • Loja Apaixonarte (38.710743, -9.151258): localizada na rua Poiais de São Bento é uma loja que se destaca pela presença de arte portuguesa. A Loja Apaixonarte promove artistas locais todos os meses. A Apaixonarte foi criada por Cláudia Cordeiro com o objetivo de tornar a arte acessível a todos em 2012. Pela loja já passaram exposições de vários artistas, nomeadamente Tamara Alves, Margarida Girão, Pedro Zamith, Rita Cascais ou Sara Feio.
  • Wurst (38.713989, -9.153318): A Wurst é um quiosque de salsichas austríacas onde é possível comer comida tipicamente alemã ou austríaca, localizada na rua Nova da Piedade encontra-se integrada no Mercado de São Bento.
  • Galerias de São Bento (38.710907, -9.152729): localizadas na rua de São Bento, as Galerias de São Bento destacam-se pela existência de espaços de partilha de trabalho e lançamento de projectos inovadores em áreas relacionadas com as artes e a cultura. As Galerias de São Bento integram espaços como o Restaurante Boca Café e uma loja conceito

Figuras Ilustres do bairro de São Bento

  • Alexandre Herculano: Alexandre Herculano de Carvalho Araújo (1810-1877) nasceu em Lisboa, no antigo Pátio do Gil, em São Bento, e morreu na Quinta de Vale de Lobos, em Santarém. Alexandre Herculano é considerado o pai da Historiografia Portuguesa e foi, juntamente com Almeida Garrett (1799-1854) um dos responsáveis pela introdução do movimento político, artístico e filosófico do Romantismo em Portugal. Alexandre Herculano teve uma infância difícil devido à pobreza dos pais, juntou-se à revolta liberal e em 1831 pediu asilo numa fragata francesa que se encontrava em Lisboa. A partir deste ano viajou por França, Inglaterra, Açores e Porto, local onde foi nomeado Segundo Bibliotecário da Biblioteca Pública. Em 1839 Alexandre Herculano foi nomeado director das Reais Bibliotecas. Alexandre Herculano ficou famoso em Portugal com a publicação do livro A Voz do Profeta. Alexandre Herculano foi o autor de várias obras, nomeadamente as Cartas sobre a História de Portugal (1842), O Bobo (1843), Eurico, O Presbítero (1844), História de Portugal (1846) e Os Opúsculos (1836-1857)
  • Amália Rodrigues: a fadista Amália Rodrigues (1920-1999) nasceu na freguesia da Pena e morreu em São Bento na cidade de Lisboa. Amália Rodrigues foi a maior fadista de Portugal e a primeira artista a internacionalizar o fado. Amália Rodrigues começou a carreira aos dezoito anos num concurso de fado, O Concurso da Primavera. Em 1940, Amália Rodrigues começou a cantar na casa de fados mais prestigiada de Lisboa, O Retiro da Severa. Aos 23 anos iniciou a carreira internacional em Madrid. A partir deste ano cantou no Japão, União Soviética, França, Brasil, Estados Unidos da América, vários países europeus, participou em vários filmes e recebeu inúmeros prémios. A última actuação de Amália Rodrigues foi em Lisboa com a idade de 74 anos. Amália Rodrigues editou mais de 150 discos, nomeadamente Ai Mouraria, Barco Negro, Cantigas numa Língua Antiga, Amália na Broadway, O Melhor de Amália: Estranha forma de vida
  • Fernando Pessoa: Fernando António Nogueira Pessoa (1888-1935) nasceu em frente ao Teatro Nacional São Carlos e morreu em Lisboa. Foi um dos poetas e escritores mais importantes de Portugal. Fernando Pessoa teve ao longo da vida múltiplas personalidades, tendo a sua primeira personalidade sido criada quando tinha seis anos. Aos cinco anos o seu pai morreu e Fernando Pessoa foi obrigado a mudar-se para uma casa mais pequena com a mãe e a avó, que sofria de doenças mentais. Fernando Pessoa mudou-se em 1896 para Durban, na África do Sul com a sua mãe, onde estudou a Literatura Inglesa e criou os primeiros heterónimos, tendo sido galardoado com o prémio Rainha Vitória para a categoria de Melhor Ensaio em Língua Inglesa em 1903, para a Cape Hope University. Fernando Pessoa regressou a Lisboa em 1905 onde estudou filósofos gregos, alemães, teologia, história, literatura francesa e onde faz várias tentativas de iniciar negócios por conta própria, contudo, sem sucesso. Fernando Pessoa teve mais de trinta empregos com o objetivo de não trabalhar todo o dia para poder escrever. O escritor português viveu em mais de vinte casas, nomeadamente na Calçada da Estrela, na rua de São Bento, no Largo do Carmo, na rua da Bela Vista à Lapa. Fernando Pessoa encontrava-se com os amigos António Ferreo, Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros, em cafés por toda a cidade de Lisboa, nomeadamente no café Brasileira, no Chiado, e no café Martinho da Arcada, no Terreiro do Paço, local onde nasceu o Modernismo com a criação da revista Orpheu. Fernando Pessoa escreveu várias obras, nomeadamente A Mensagem, O Guardador de Rebanhos (1914), O Livro do Desassossego (1914), A Mensagem (1934)
  • Marechal Duque de Saldanha: João Carlos Gregório Vicente Francisco de Saldanha Oliveira e Daun nasceu em Lisboa no ano de 1790 e faleceu em Londres em 1876. O Duque de Saldanha (1790-1876) desempenhou funções importantes nas Invasões Napoleónicas de Portugal, nas Lutas Liberais e na Revolta dos Marechais. O Duque de Saldanha exerceu vários cargos políticos, nomeadamente Ministro dos Negócios da Guerra, Ministro dos Eclesiásticos e Justiça, da Fazenda e do Ultramar, Ministro dos Estrangeiros e das Obras Públicas, Comércio e Indústria, Ministro do Reino e Presidente do Conselho em Governos Constitucionais. O Duque de Saldanha foi ainda Grão-Mestre da Maçonaria do Sul e Chefe do Estado-Maior
  • Hintze Ribeiro, Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro (1849-1907) nasceu em Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel nos Açores e faleceu em Lisboa no ano de 1907. Hintze Ribeiro destacou-se como Ministro dos Estrangeiros e Obras Públicas, Comércio e Indústria e líder do Partido Regenerador em 1900. Hintze Ribeiro foi nomeado Par do Reino no dia 1 de Janeiro de 1886
  • Laura Alves Magno nasceu em 1921 e faleceu no ano de 1986 em Lisboa. Laura Alves realizou mais de 400 espetáculos de teatro ao longo da carreira e era considerada a Rainha do Palco. Laura Alves iniciou a sua a carreira no Teatro Politeama com treze anos. A maior parte das peças de teatro que desempenhou foram realizadas no antigo Teatro Monumental. A carreira de Laura Alves obteve vários sucessos, nomeadamente As Duas Garotas de Paris (1935), O Pai Tirano (1941), O Pátio das Cantigas (1941) ou O Leão da Estrela (1947)

Curiosidades relacionadas com o bairro de São Bento

  • São Bento foi o local onde habitou a primeira comunidade de escravos em Lisboa
  • A rua de São Bento é administrada por quatro juntas de freguesias: Estrela, Misericórdia, Santo António e Campo de Ourique
  • O Convento de São Bento era conhecido por Convento da Saúde
  • A parte superior da rua de São Bento poderá ter tido o nome de rua de São Bento às Trinas devido à existência de Trinas no Largo do Rato
  • Na rua de São Bento existiu um estúdio de cinema, o Portugália Filmes, onde atuaram muitos artistas portugueses
  • O historiador e escritor Alexandre Herculano nasceu no Pátio do Gil, no número 458
  • O político Hintze Ribeiro viveu na rua de São Bento
  • A fadista Amália Rodrigues viveu na rua de São Bento

Estabelecimentos de Ensino

  • Colégio Luso-Suíço

Locais onde fazer compras

  • Denegro
  • Retrostore

Feiras, Festas e Romarias

Noites de São Bento: realizam-se anualmente em Setembro. Os antiquários do bairro de São Bento ficam abertos até às 24 horas

Empreendimentos Turísticos

  • Lisbon São Bento Hotel

Localização da Freguesia de Campo de Ourique (São Bento) no mapa de Lisboa

São Bento fica situado próximo de...

Alcântara, Estrela e Lapa, e Chiado