Bairro Alto

O Bairro Alto é um bairro tradicional de Lisboa, situado no topo de uma colina, localizado próximo do bairro cosmopolita do Chiado, da estação de transportes do Cais do Sodré, do charmoso Príncipe Real e do histórico Largo do Carmo. As principais artérias do Bairro Alto são a Praça Luís de Camões, o Largo Trindade Coelho, a rua do Norte, a rua da Rosa, a rua do Século e a rua do Diário de Notícias. O Bairro Alto tem dois pontos de encontro principais: a Praça Luís de Camões e o Largo Trindade Coelho. A Praça Luís de Camões, localizada na entrada sul do Bairro Alto, estabelece a fronteira entre o Bairro Alto e o Chiado, considerado a capital de Lisboa pelos lisboetas. Daqui é possível partir para várias ruas do bairro lisboeta, nomeadamente a rua da Rosa, a rua do Norte ou a rua da Atalaia. O Largo Trindade Coelho, localizado na zona norte do Bairro Alto é também conhecido por Largo do Cauteleiro devido à presença de uma estátua de homenagem ao cauteleiro ou Largo de São Roque pela presença da Igreja de São Roque. Daqui é possível aceder ao Miradouro de São Pedro de Alcântara, ao Elevador da Glória, à rua da Misericórdia, à rua do Grémio Lusitano e ao Largo do Carmo.

O ambiente misto do Bairro Alto

O Bairro Alto apresenta dois estilos de vida, um durante o dia e outro durante a noite. No Bairro Alto durante o dia podemos observar bairro calmo e tranquilo, um bairro com lojas de pequeno comércio, escritórios de empresas e pequenos restaurantes com gastronomia típica portuguesa com a agitação tipica de um bairro de uma grande cidade com pessoas a andarem de um lado para o outro, do transporte para o trabalho, vizinhas a falar de um prédio para o outro, a roupa estendida nas janelas a secar e varandas decoradas com flores e os restaurantes cheios de trabalhadores e turistas durante o almoço.

O Bairro Alto durante a noite transforma-se no centro boémio e de diversão noturna de Lisboa. É o Bairro Alto que define praticamente todas as tendências e modas da noite lisboeta, um bairro dedicado à vida noturna. O Bairro Alto disponibiliza todo o género de bares, discotecas, clubes, restaurantes, esplanadas, casas de chá, tascas ou casas de fado. No Bairro Alto é possível ficar a beber, a divertir em plena rua durante a madrugada, apesar de os estabelecimentos de diversão noturna terem de encerrar às duas horas da madrugada.

No Bairro Alto existem quatro ruas principais:

  • Rua da Atalaia,
  • Rua da Barroca,
  • Rua do Diário de Notícias,
  • Rua do Norte.

Na ruas noturnas do Bairro Alto podemos encontrar pessoas de todas as classes sociais, desde as mais integradas, às menos reconhecidas e desfavorecidas. No Bairro Alto toda a gente convive, onde se privilegia o ambiente noturno e as conversas aquecidas pelo pelo copo de vinho, cerveja e coquetail ao ar livre!

O Bairro Alto e a rua de Santa Catarina fazem parte da Junta de Freguesia da Misericórdia.

TOP 10 atrações para visitar no Bairro Alto

  1. Miradouro de São Pedro de Alcântara (38° 42' 55.14'', 9° 8' 39.40''): o miradouro de São Pedro de Alcântara localizado no Bairro Alto entre o Elevador da Glória e o Solar do Vinho do Porto destaca-se pela vista sobre o Castelo de São Jorge, o Rossio, a Baixa e o rio Tejo. O miradouro de São Pedro de Alcântara foi inaugurado em 1864. Os principais pontos de interesse são:
    • Vista sobre a capital portuguesa
    • Monumento de homenagem a Eduardo Coelho (1835-1889), fundador de um dos maiores jornais portugueses, o Diário de Notícias
    • Oito bustos a representar várias figuras, nomeadamente Vénus, Ulisses, Vasco da Gama e Camões
  2. Igreja de São Roque (38° 42' 49.07', 9° 8' 36.54'' ): localizada no Largo Trindade Coelho entre a rua da Misericórdia e a rua Dom Pedro de Alcântara destaca-se pela simplicidade da fachada exterior e pela grande riqueza interior que apresenta. A Igreja de São Roque foi inaugurada em 1553 para ser a sede dos Jesuítas em Portugal. A Companhia de Jesus, também conhecida por Jesuítas, tinha chegado a Portugal em 1540 e escolheu a antiga ermida de São Roque para construir a primeira Igreja e sede. Afonso Álvares (1501-1580) foi o arquiteto responsável pelo projeto da Igreja de São Roque. Os principais destaques da Igreja de São Roque são:
    • Capela de São João Batista: a Capela de São João Batista foi encomendada pelo Rei Dom João V (1689-1750) a dois arquitectos italianos, Luigi Vanvitelli (1700-1773) e Nicola Salvi (1697-1751) em 1740 e construída entre 1742 e 1747. No dia 15 de Dezembro de 1744 foi abençoada pelo Papa Bento XIV (1675-1758) e foi transportada em três naus para Lisboa directamente de Roma. A Capela de São João Batista apresenta vários pontos de interesse, nomeadamente:
      • Mármore de Carrara
      • Quadro Central a representar o Batismo de Cristo da autoria de Agostino Massucci (1691-1758)
      • Quadros laterais a representar O Pentecostes, do lado esquerdo, e A Anunciação, do lado direito da autoria de Agostino Massucci (1691-1758)
      • Arco exterior com as Armas Reais Portuguesas e o monograma de Dom João V
    • Capela de Nossa Senhora da Doutrina: esta capela foi inaugurada em 1612. Os principais pontos de interesse são:
      • Imagem ao centro de Santa Ana e a Virgem do final do século XVII
      • Imagens laterais de São Joaquim e de Santa Ana do século XVII
      • Emblema da Irmandade da Doutrina
    • Capela de São Francisco Xavier: a Capela de São Francisco Xavier foi inaugurada em 1634 e projectada por António Gomes de Elvas. Os pontos de interesse são:
      • Escultura seiscentista ao centro a representar São Francisco Xavier
      • Pinturas laterais a representar dois momentos da vida de São Francisco Xavier: Dom João III em audiência a São Francisco Xavier e O Papa Paulo III no ato de enviar para Portugal os primeiros Padres da Companhia de Jesus. As duas pinturas são da autoria de José de Avelar Rebelo (1600-1657)
    • Capela de São Roque: a capela encontra-se no local da antiga Ermida de São Roque e destaca-se pela presença de:
      • Imagem central de São Roque
      • Imagens laterais de São Tiago e São Sebastião
      • Seis esculturas em madeira prateada que representam os Apóstolos São Pedro e São Paulo e os quatro Santos Evangelistas, São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João
      • Pintura lateral a representar A Aparição do Anjo a São Roque da segunda metade do século XVI e da autoria de Gaspar Dias
      • Painéis de azulejos do século XVI com cenas da vida quotidiana de São Roque da autoria de Francisco de Matos
      • Brasão da Confraria de São Roque
    • Capela do Santíssimo: a Capela do Santíssimo foi inaugurada em 1636 e projetada por Luíza Fróis. Os destaques são:
      • Imagem ao centro de Nossa Senhora da Assunção
      • Duas pinturas laterais do século XVII a representar A morte da Virgem e a Assunção e Coroação da Virgem da autoria de Bento Coelho da Silveira (1617-1708)
      • Lampadário em prata de 1877 feito no Porto
    • Capela-Mor: a Capela-Mor foi construída entre 1625 e 1628. Os principais pontos de interesse são:
      • Quatro nichos frontais a representar os principais santos da Companhia de Jesus, nomeadamente Santo Inácio de Loyola (1491-1556), São Francisco Xavier (1506-15525), São Luís de Gonzaga (1568-1591) e São Francisco de Borja (1510-1572)
      • Escultura ao centro a representar Nossa Senhora com o Menino do século XVII
      • Esculturas laterais do Senhor da Cana Verde, Santa Brígida, São Gregório Thaumaturgo e Imaculada Conceição
      • Quatro pinturas laterais que representam Santo Estanislau Kostka (1550-1568) e os três mártires do Japão, São Diogo, São João Mário e São Paulo Miki
      • Túmulos de Dom Fernando Martins de Mascarenhas (1548-1628) e de Dom Tomás de Almeida (1670-1754)
    • Capela de Nossa Senhora da Piedade: a Capela de Nossa Senhora da Piedade foi inaugurada em 1613 e projetada por Martim Gonçalves da Câmara. Os principais pontos de interesse são:
      • Pintura ao centro a representar Nossa Senhora da Soledade
      • Pietá em madeira policromada do século XVII
      • Imagem de Nossa Senhora da Boa-Morte
      • Duas esculturas a representar São Longuinho e Santa Verónica
    • Capela de Santo António: a Capela de Santo António foi quase totalmente reconstruída depois do Terramoto de 1 de Novembro de 1755. Os destaques são:
      • Tetos com frescos neoclássicos do século XIX
      • Imagem de Santo António do século XVII
      • Duas pinturas laterais a representar cenas do percurso religioso de Santo António, nomeadamente O Santo pregando aos peixes e A Tentação de Santo António. As pinturas são da autoria de Vieira Lusitano (1699-1783)
    • Capela da Sagrada Família: também designada por Capela do Menino Perdido, foi inaugurada no século XVII. Os pontos de interesse são:
      • Pintura central a representar Jesus entre os Doutores da autoria de José de Avelar Rebelo (1600-1657)
      • Duas pinturas laterais que representam A Adoração dos Reis, à direita, e a Adoração dos Pastores, à esquerda. Ambas são da autoria de André Reinoso
      • Três esculturas do século XVII a representar a Sagrada Família
    • Teto: a pintura foi realizada entre 1587 e 1589. O pintor Francisco Venegas (1525-1594) foi o autor. O teto merece destaque por ser o único que resta dos grandes tetos do estilo Maneirista em Lisboa
    • Órgão: o órgão de tubos foi construído em 1784. O autor foi Xavier Machado e Cerveira (1756-1828)
    • Museu: o Museu de São Roque foi inaugurado no dia 11 de Janeiro de 1905. Os grandes destaques do Museu são:
      • Cinco exposições permanentes: Exposição dedicada à Ermida de São Roque, Exposição dedicada à Companhia de Jesus, Exposição de Arte Oriental, Exposição do Tesouro da Capela de São João Batista e Exposição dedicada à Misericórdia de Lisboa
  3. Igreja da Encarnação (38° 42' 59.10'', 9° 8' 20.82''): a Igreja da Encarnação foi inaugurada em 1708 e totalmente reconstruída depois do Terramoto de 1 de Novembro de 1755 pelo arquiteto Manuel Caetano de Sousa (1738-1802). Os destaques são a capela-mor, as quatro capelas e estátuas na fachada da igreja
  4. Miradouro de Santa Catarina (38.709522, -9.147635): localizado na rua de Santa Catarina destaca-se pela vista sobre Lisboa. Este miradouro era usado para observar os navios que entravam e saiam do rio Tejo. O miradouro integra uma estátua do Adamastor, o monstro mítico dos Lusíadas de Luís Vaz de Camões, cafés e restaurantes onde é possível descansar ou experimentar a gastronomia portuguesa
  5. Museu Maçónico Português (38.713163, -9.144999): localizado na rua do Grémio Lusitano conta a história da Maçonaria Portuguesa. O Museu Maçónico Português foi inaugurado em 1984 pelo Grande Oriente Lusitano. Os destaques são:
    • Exposição permanente com peças individuais de maçons dos séculos XVIII e XIX usados durante os rituais
    • Grande número de aventais e bordados
    • Colecção de cerâmica
  6. Teatro Nacional de São Carlos (38.709578, -9.141758): localizado na rua Serpa Pinto é o único teatro nacional dedicado à produção e apresentação de ópera e música coral e sinfónica. O Teatro Nacional de São Carlos integra a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o único coro profissional de Portugal, o Coro do Teatro Nacional de São Carlos. O Teatro Nacional de São Carlos foi inaugurado no dia 30 de Junho de 1793. O Teatro Nacional de São Carlos foi projetado pelo arquiteto José da Costa e Silva que se inspirou no Teatro di San Carlo de Nápoles para o interior no Teatro alla Scala de Milão para a fachada. No Largo de São Carlos é realizado o Festival ao Largo no fim de cada temporada de música clássica com entrada livre. Os principais pontos de interesse são:
    • Fachada: de estilo neoclássico destacam-se as janelas com molduras e a varanda
    • Sala Principal: a sala é usada para a realização de grandes concertos e bailados. Destaca-se pelas cinco ordens de camarotes
    • Salão Nobre: o salão é usado para a realização de recitais, concertos e ópera. É por aqui se entra na varanda do Teatro. As pinturas de autoria de Wolkmar Machado (1748-1823) e Manuel da Costa do teto e o camarote real da autoria de Giovanni Appiani constituem as principais atrações
    • Foyer: a entrada do Teatro é utilizada para concertos de música de câmara e recitais
  7. Elevador da Bica (38.708981, -9.146705): o ascensor da Glória foi inaugurado no dia 28 de Junho de 1892 para fazer a ligação entre a rua de São Paulo e o Largo do Calhariz numa distância de 283 metros e um desnível de 48 metros. A partir de 1914 passou a mover-se a eletricidade e em 2002 foi classificado monumento nacional. O Elevador da Bica foi projetado por Raoul Mesnier de Ponsard (1848-1914)
  8. Elevador da Glória (38.714961, -9.144479) o ascensor da Glória foi inaugurado no dia 24 de Outubro de 1885 para fazer a ligação entre a Praça dos Restauradores e o Bairro Alto numa distância de 275 metros e um desnível de 48 metros. O ascensor usava um sistema de contrapeso de água para subir e descer até 1915. A partir de 1915 foi acrescentado um segundo elevador já eletrificado. Foi classificado monumento nacional desde 2002. O elevador da Glória foi projetado pelo engenheiro Raoul Mesnier de Ponsard (1848-1914)
  9. Praça Luís de Camões (38.710641, -9.143263): localizada entre o Chiado e o Bairro Alto é uma das maiores praças de Lisboa. A praça deve o nome ao monumento de homenagem a Luís Vaz de Camões. A estátua foi inaugurada no dia 9 de Outubro de 1867 como forma de celebrar a independência de 1 de Dezembro de 1640. A Praça Luís de Camões é um dos principais pontos de encontro e descanso do Bairro Alto e do Chiado, é um local onde se realizam concertos com regularidade e um ponto de passagem entre a rua da Misericórdia, a rua do Alecrim, a rua do Loreto, o Largo do Chiado e o Cais do Sodré.. As principais atrações são:
    • Monumento de homenagem a Luís Vaz de Camões: o Monumento a Camões da autoria de Vitor Bastos (1829-1867) apresenta oito estátuas de figuras importantes da História de Portugal, nomeadamente Fernão Lopes, Jerónimo Corte-Real, Fernão Lopes de Castanheda, Francisco Sá Menezes, Gomes Eanes de Zurara, Vasco Mouzinho de Quevedo e João de Barros
    • Estátua de Luís Vaz de Camões com quatro metros de altura

  1. Igreja de Nossa Senhora do Loreto (38° 42' 39.05', 9° 8' 33.95''): localizada em frente à Praça Luís de Camões é conhecida por Igreja dos Italianos. A Igreja de Nossa Senhora do Loreto foi inaugurada em 1518 a pedido da comunidade italiana que morava em Lisboa. A Igreja foi muito danificada durante o Terramoto de 1 de Novembro de 1755 e foi, por isso, recuperada por Joaquim António dos Reis Zuzarte e José da Costa Silva. A obra de recuperação da igreja ficou concluída em 1785. As principais atrações são:
    • Estátuas de pedra dos Apóstolos e dos Evangelistas
    • Capela-mor
    • Doze capelas laterais
    • Imagem de Nossa Senhora do Loreto com O Menino na fachada principal

Outros locais interessantes para visitar no Bairro Alto

  • Largo Trindade Coelho (38.713065, -9.143215): localizado entre o Miradouro de São Pedro de Alcântara e a Praça Luís de Camões é conhecido por Largo do Cauteleiro ou Largo de São Roque. O largo deve o nome ao escritor José Francisco Trindade Coelho (1861-1908) e tem por principais destaques a Igreja de São Roque, a estátua do cauteleiro, a estátua de São Francisco Xavier e a sede da Santa Casa da Misericórdia. O Largo Trindade Coelho é um dos pontos de encontro do Bairro Alto
  • Igreja Paroquial das Mercês (38.713269, -9.150566): localizada no Largo de Jesus. A Igreja Paroquial das Mercês integrou o antigo Convento de Jesus e desde 1838 a Academia das Ciências. O projeto é da autoria de Frei Manuel do Cenáculo. Os principais destaques são:
    • Fachada principal e os degraus
    • Capelas laterais
  • Igreja Paroquial de Santa Catarina (38.711196, -9.148167): localizada na Calçada do Combro é conhecida por Igreja dos Paulistas porque foi inaugurada no século XVII para os fiéis de São Paulo da Serra de Ossa. A partir de 1835 passou a integrar Santa Catarina. Os principais pontos de interesse são:
    • Custódia do Santíssimo Sacramento
    • Duas torres sineiras
    • Talha joanina do altar-mor
    • Órgão decorado em talha dourada
  • Museu da Farmácia (38.710249, -9.147139): localizado na rua Marechal Saldanha destaca-se pelo acervo de história da farmácia em Portugal e no mundo que apresenta. O Museu da Farmácia foi inaugurado em 1996 e conta a evolução histórica da farmácia nacional e mundial. Os principais destaques são:
    • Realização de Roteiros do Património Farmacêutico
    • Coleção de peças desde o Antigo Egito e Antiguidade Clássica
    • Realização de visita virtual
    • Realização de atividades para crianças e adolescentes
    • Reconstituição de farmácias portuguesas dos séculos XVII, XIX e XX
    • Reconstituição de uma farmácia chinesa do século XIX
    • Reconstituição de uma farmácia militar
    • Restaurante e loja
  • Galeria Subterrânea do Loreto (38° 42' 39.05', 9° 8' 33.95''): a Galeria Subterrânea do Loreto era uma das cinco galerias do Aqueduto das Águas Livres e apresenta o seguinte trajeto com uma distância aproximada de 410 metros:
    • Início na Casa do Registo
    • Descida desde a rua das Amoreiras ao Largo do Rato
    • Passagem na rua da Escola Politécnica
    • Passagem pela rua Dom Pedro V
    • Passagem pela rua Paiva de Andrade
    • Final no Largo de São Carlos
  • Convento de São Pedro de Alcântara (38° 42' 54.17'', 9° 8' 43.50''): o Convento de São Pedro de Alcântara foi inaugurado em 1681 na rua de São pedro de Alcântara. O Convento de São Pedro de Alcântara foi construído por homenagem ao santo espanhol São Pedro de Alcântara devido à independência de Portugal em 1640. O Terramoto de 1 de Novembro de 1755 destruiu grande parte do Convento que foi reabilitado pelo arquiteto Manuel da Maia. Os principais destaques são:
    • Capela dos Lencastre: foi inaugurada em 1690 e construída em memória do Cardeal de Lisboa Dom Veríssimo de Alcântara. O teto, da autoria de Francisco Pais, representa os mártires de Santos Veríssimo, Máxima e Júlia.
    • Altares em talha dourada
    • Pintura da Coroação da Virgem da autoria de Pierre Antoine Quillard
    • Pintura da Pregação de São João Batista da autoria de Pedro Alexandrino Carvalho
    • Teto da autoria de Pierre Bordes inaugurado em 1878
    • Pintura O Extâse de São Pedro de Alcântara da autoria de Bento Coelho da Silveira
    • Painéis de azulejos do século XVIII com cenas da vida quotidiana de São Pedro de Alcantâra
  • Convento dos Cardaes (38.714653, -9.147601): localizado na rua do Século é um dos monumentos melhor perservados do Barroco em Lisboa. O Convento dos Cardaes foi inaugurado em 1681 por Dona Luísa de Távora (1609-1692) para integrar a Ordem das Carmelitas Descalças. Os principais pontos de interesse são:
    • Igreja com pinturas da autoria de António Pereira Ravasco e André Gonçalves que representam as regras da Ordem, os painéis de azulejos que representam cenas da vida quotidiana de Santa Teresa d’Ávila
    • Escultura exterior de mármore a representar Nossa Senhora da Conceição da autoria de João Antunes
    • Escultura exterior em mármore a representar São José da autoria de João Antunes
    • A roda que permitia a entrada e saída de objetos mas, que, a prazo, foi usada para que as mães entregassem as crianças sem serem identificadas. Ficou conhecida como a roda dos expostos
  • Palácio Pombal (38.713120, -9.147704): localizado na rua de O Século é um edifício do século XVI em estilo chão. O Palácio Pombal foi o local de residência dos Melo até ao Terramoto de 1 de Novembro de 1755. O palácio foi mandado construir por Sebastião de Carvalho e Melo, avô de Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal e Primeiro-Ministro de Dom José I (1714-1777). Os principais destaques são:
    • Escadaria nobre de dois andares
    • Quatro esculturas em mármore a representar Hércules e Vénus
    • Teto que representa A Morte e o Amor da autoria de João Grossi
    • O jardim com bancos, painéis de azulejos com cenas da vida quotidiana, um lago e duas árvores celtis australis
  • Hemeroteca Municipal (38° 42' 29.96', 9° 8' 25.96'): localizada na rua Lúcio de Azevedo tem como objetivo a construção de uma biblioteca digital de jornais e revistas caídos em domínio público. A Hemeroteca Municipal foi inaugurada em 1931. Os principais pontos de interesse são jornais dos séculos XVIII e XIX. O exemplar mais antigo é uma Gazeta de Lisboa de 10 de Agosto de 1715.
  • Solar do Vinho do Porto (38° 42' 50.86'' , 9° 8' 39.59''): localizado na rua de São Pedro de Alcântara destaca-se pela possibilidade de provar mais de trezentos vinhos do Porto. O Solar do Vinho do Porto encontra-se integrado no Palácio de Ludovic entre o Miradouro de São Pedro de Alcântara e o Princípe Real. O bar foi inaugurado no dia 19 de Fevereiro de 1946 e projetado pelo designer Paulo Lobo
  • Centro Antiquário do Alecrim Ldª – Livreiro Antiquário (38.709081, -9.143119): localizado na rua do Alecrim encontra-se integrado no edifício da antiga Fábrica ncora. O Centro Antiquário do Alecrim vende livros antigos, gravuras, fotografias, mapas entre outros documentos
  • Galeria Zé dos Bois (38.711978, -9.144617): localizada na rua da Barroca é um centro cultural de arte contemporânea. A Galeria Zé dos Bois foi criada em 1994

Restaurantes do Bairro Alto

  1. 100 Maneiras (38.714733, -9.144854): localizado na rua do Teixeira destaca-se por oferecer menus de degustação a preços acessíveis a todos. O restaurante, propriedade do chefe Ljubomir Stanisic foi inaugurado em 2009 num espaço com apenas trinta lugares disponíveis. O destaque principal do restaurante é o prato Estendal do Bairro
  2. Casanostra (38.712370, -9.145186): localizado na Travessa do Poço da Cidade é um restaurante italiano muito procurado devido à gastronomia variada que apresenta. O restaurante foi inaugurado em 1986 pela italiana Maria Paola com o objetivo de dar a conhecer aos portugueses a cozinha italiana para além da massa e pizza
  3. Fumeiro de Santa Catarina (38.710040, -9.149256): localizado na Travessa Alcaide Lisboa. É um restaurante especializado em enchidos e aperitivos
  4. Tantura (38.711630, -9.145080): localizado na rua da Trombeta e é assim designado por ser uma localidade em Israel. Os donos Elad Bodenstein e Itamar Eliiyahuo viveram em Tantura, Israel, e abriram o restaurante com o objetivo de divulgar a comida israelita em Portugal
  5. Adega das Mercês (38.711305, -9.144987): localizada na rua das Mercês destaca-se pelo peixe fresco e gastronomia típica portuguesa
  6. Petiscos do Bairro (38.713141, -9.145152): localizado na rua da Atalaia destaca-se pelos petiscos, nomeadamente pataniscas, pica-pau e peixinhos da horta.
  7. O Trevo (38.710857, -9.143094): localizado na Praça Luís de Camões é conhecido pela bifana, bife de porco no pão, e por ter sido um dos locais escolhidos para o programa de cozinha norte-americano No Reservations de Anthony Bourdain sobre a gastronomia em Lisboa. O Trevo destaca-se por oferecer as melhores bifanas de Lisboa
  8. Cantinho do Bem Estar (38.711447, -9.143742): localizado na rua do Norte é uma tasca típica de Lisboa que serve gastronomia do Alentejo

Casas de Fado do Bairro Alto

  1. O Faia (38.711823, -9.144502): localizado na rua da Barroca é uma referência do fado em Lisboa. O Faia foi inaugurado em 1947 e já recebeu artista de renome, nomeadamente Lucília do Carmo, Carlos do Carmo, Alfredo Marceneiro, Fernando Maurício ou Camané
  2. A Severa (38.711757, -9.143486): localizada na rua das Gáveas é a casa de fados que permanece na mesma família há mais tempo. A Severa foi inaugurada em 1955 e foi assim designada para homenagear a fadista Severa, a fundadora do fado
  3. Adega Machado (38.712293, -9.143812): localizada na rua do Norte destaca-se devido à Sala da Fadistagem, criada exclusivamente para grupos. A Adega Machado foi inaugurada em 1937 e foi local de atuação de vários fadistas, nomeadamente Amália Rodrigues, Fernando Maurício, Maria da Fé ou Mariza
  4. Café Luso (38.713078, -9.143800): localizado na Travessa da Queimada encontra-se integrado nas antigas adegas e estábulos do Palácio Brito Freire. O Café Luso foi inaugurado em 1927 na Avenida da Liberdade e em 1939 no Bairro Alto. Amália Rodrigues protagonizou o momento mais mediático da história do restaurante com a realização de um concerto em 1955
  5. Mascote da Atalaia (38.711446, -9.144891): localizado na rua da Atalaia apresenta como principal atração o fado vadio. A Mascote da Atalaia foi inaugurada há mais de cinquenta anos e passaram por aqui inúmeros fadistas, sendo de destacar Artur Batalha, Fernando Maurício ou Chico do Carmo
  6. A Tasca do Chico (38.711645, -9.144157): localizado na rua do Diário de Notícias tem por principais pontos de interesse o fado e os petiscos, especialmente os queijos e os chouriços assados. A Tasca do Chico foi inaugurada em 1993 por Francisco Gonçalves. A Tasca do Chico disponibiliza dois espaços neste momento, um localizado no Bairro Alto e outro em Alfama

Figuras Ilustres do Bairro Alto

  • Guedelha Palaçano: era um dos homens mais ricos de Portugal no século XV. Guedelha Palaçano era o dono de duas quintas próximo das Portas de Santa Catarina, actual Praça Luís de Camões: a Herdade de Santa Catarina e a Herdade da Boavista. Guedelha Palaçano desempenhou várias funções, nomeadamente as de médico, astrólogo (concebeu os horóscopos das coroações dos reis portugueses Dom Duarte e Dom Afonso V), foi o primeiro cirurgião nomeado para o Hospital de Todos-os-Santos e o rabi-mor durante o reinado de Dom Afonso V. Foi autor de várias obras, nomeadamente um tratado sobre a Providência Divina. Acabou por fugir para Espanha e, mais tarde, Itália porque foi acusado de tentar um golpe de estado para depor o rei Dom João II em 1483
    • Ana Queimado: nobre rica e proprietária de alguns terrenos no Bairro Alto e que cedeu foral aos jesuítas para edificarem a Igreja de São Roque
    • Camilo Castelo Branco (1825-1890): um dos escritores mais importantes de Portugal e primeiro Visconde de Correia Botelho. Camilo Castelo Branco nasceu em Lisboa no Bairro Alto na rua da Rosa em 1825 e suicidou-se em 1890. O escritor participou em vários eventos ao longo da vida, nomeadamente na Revolta da Maria da Fonte em 1846. Camilo Castelo Branco escreveu várias obras com destaque para A Filha do Arcediago de 1855, Onde está a Felicidade de 1856, O Morgado de Fafe de 1861, Amor de Perdição de 1862, A Queda de um Anjo de 1865, O Regicida de 1874 e Novelas do Minho entre 1875 e 1877
    • Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805): um dos maiores poetas de Portugal nasceu em Setúbal e morreu em Lisboa. O poeta aderiu à academia de oratória e poesia Nova Arcádia em 1790, foi preso em 1797 na prisão da Inquisição e no Hospício das Necessidades em 1798. Bocage publicou várias obras ao longo da vida,nomeadamente As Rimas escritas entre 1799 e 1804
    • Tomás Quintino (1820-1898): jornalista e empresário português foi co-fundador do Diário de Notícias em 1864 no Bairro Alto juntamente com Eduardo Coelho
    • Eduardo Coelho (1835-1889): escritor e jornalista português foi co-fundador do Diário de Notícias em 1864 no Bairro Alto juntamente com Tomás Quintino. Eduardo Coelho foi um dos fundadores da Sociedade de Geografia de Lisboa no dia 10 de Novembro de 1875
    • Fernando Tavares Farinha (1928-1988): fadista que começou a cantar fado com nove anos de idade num concurso em representação do bairro da Bica em 1937. A participação neste concurso fez com que, durante toda a carreira, fosse conhecido como Miúdo da Bica. Fernando Tavares Farinha tornou-se fadista profissional aos onze anos e começou a cantar em vários bairros de Lisboa, nomeadamente no Alto do Pina, na Ajuda e em Santo Amaro. Este fadista gravou o primeiro disco em 1940, fez a primeira digressão ao Brasil com vinte e três anos, em 1960 ganhou o concurso Voz Mais Portuguesa de Portugal e a partir de 1965 realizou digressões pelos Estados Unidos da América, França, Bélgica e Alemanha. Alguns dos temas mais famosos são Um Fado à Marceneiro, Estações de Amor ou Lugar Vazio

Curiosidades do Bairro Alto

  • O Bairro Alto foi o primeiro bairro a ser construído em Lisboa com ruas mais largas para que os coches pudessem passar
  • O Bairro Alto foi uma referência para a reconstrução da Baixa Pombalina depois do Terramoto de 1 de Novembro de 1755 porque resistiu praticamente intacto a esta catástrofe
  • O poeta Bocage morreu no número 25 da Travessa André Valente
  • O escritor Camilo Castelo Branco nasceu no número 13 da rua da Rosa
  • O escritor Almeida Garrett morou no número 46 da rua da Barroca
  • No século XIX a prostituição era legal no Bairro Alto
  • No Bairro Alto surgiu a imprensa moderna portuguesa com a criação de dois dos primeiros grandes jornais portugueses no século XIX: O Século e o Diário de Notícias
  • O jornal desportivo A Bola é o único jornal que mantém a sede no Bairro Alto
  • A discoteca Frágil abriu em 1982 e revolucionou a noite no Bairro Alto e de Lisboa
  • A 17 de Maio de 1986 surgiram as Manobras de Maio, desfiles de moda inovadores na altura
  • Figuras como Bocage, Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco ou Júlio Verne viveram no Bairro Alto
  • Os últimos candeeiros a gás de Lisboa foram substituídos por candeeiros eléctricos em 1965 no Bairro de Santa Catarina

Estabelecimentos de Ensino

  • Escola Básica e Secundária Passos Manuel

Instituições de Saúde

  • Hospital St Louis
  • Hospital de Jesus

Empreendimentos Turísticos de Quatro e Cinco Estrelas

  • Bairro Alto Hotel
  • Dear Lisbon Charming House
  • Orange 3 House - Chiado Bed & Breakfast & Suites

Lojas e compras

  • Alêtheia Livraria
  • Cais Pimenta Rosa
  • Casa das Vellas Loreto
  • Cork & Co
  • Fábrica dos Chapéus
  • Fátima Lopes
  • Galeria Zé dos Bois
  • Garrafeira Alfaia
  • Garrafeira Nacional
  • Livraria Luis Burnay
  • Maison Nuno Gama
  • Naftalina Vintage Shop
  • Ratton
  • Sat’Anna
  • Solar do Vinho do Porto

Transportes e Acessos

O Bairro Alto tem os seguintes transportes e acessos:

  • Metropolitano de Lisboa:
  • Estação de Metro Baixa-Chiado (Linha Azul e Verde)
  • Elétrico 28
  • Ascensor da Glória

Parques de estacionamento:

  • Parque da Calçada do Combro
  • Parque do Largo Camões

História do Bairo Alto

O Bairro Alto começou a ser construído em 1506 na zona norte da cidade devido à necessidade de encontrar um local onde fosse possível enterrar as vítimas da Peste Negra. A Ermida de São Roque, o santo padroeiro que protege da peste negra, foi o local encontrado para enterrar as vítimas desta doença mortal. As primeiras urbanizações foram edificadas em 1513 na antiga Vila Nova de Andrade e em 1527 já tinha aproximadamente 1600 habitantes. Mais tarde, em 1553 a Companhia de Jesus estabeleceu a sede e inaugurou a Igreja de São Roque e um hospital. A maior parte dos edifícios do Bairro Alto têm origem no século XVIII com a deslocação da Nobreza lisboeta para este bairro durante o reinado de Dom João V (1689-1750). O Bairro Alto a partir do século XIX passou a ser conotado com a vida noturna e a imprensa escrita. A vida noturna nesta zona de Lisboa surgiu a partir do século XIX com o fado e o aparecimento de inúmeros restaurantes, casas de fado, bares e tascas portuguesas. A imprensa escrita em Portugal teve o seu apogeu durante as décadas de 1960 e 1970 com o estabelecimento de treze dos vinte jornais nacionais.

A História do Bairro Alto pode-se dividir em quatro épocas:

  1. A criação da Vila Nova de Andrade:No século XVI, a maior parte do Bairro Alto era propriedade dos condes de Andrade e Atouguia, que se uniram para criar a Vila Nova de Andrade. Vila Nova de Andrade começou no ano de 1513 entre o rio e a rua de Santos, tendo aproximadamente 500 habitantes em 1528 e quase mil no fim do século XVI. Os primeiros habitantes do Bairro Alto eram pessoas relacionadas com as profissões marítimas, maioritariamente trabalhadores na Ribeira das Naus.
  2. O estabelecimento dos Jesuítas na Colina de São Roque:em 1553, a Companhia de Jesus instalou-se na Colina de São Roque com a construção da Igreja de São Roque e de um Hospital. O Bairro Alto passa a ser conhecido como Bairro Alto de São Roque, tendo sido o local escolhido pelos Nobres para viverem com as suas familias. Passaram a existir dois Bairros: Bairro Alto de São Roque e o Bairro Baixo de Vila Nova de Andrade. O Bairro Alto cresceu à volta da Igreja de São Roque, tendo sido considerado o primeiro traçado racionalista da cidade de Lisboa. No século XVI, as ruas do Bairro Alto eram consideradas largas e adequadas aos coches da altura.
  3. O Terramoto de 1 de Novembro de 1755 e a reconstrução do Bairro Alto:o Terramoto de 1755 destruiu grande parte do Bairro Baixo de Vila Nova de Andrade. Contudo o Bairro Alto de São Roque quase não foi atingido. Foi a partir desta época que o Bairro Alto passou a ser habitado pela Burguesia e Aristocracia, época em que as águas furtadas dos edifícios passaram a ser usadas como habitação.
  4. A transformação do Bairro Alto a partir do século XIX:a partir do século XIX, os nobres venderam a maior parte dos palácios e abandonaram o Bairro Alto para outros locais da cidade. Foi a partir desta data que o Bairro Alto de Lisboa passou a ser a sede da imprensa escrita do país: praticamente todos os jornais de imprensa se instalaram ali. Com imprensa jornalistica, o Bairro Alto transformou-se e passou a ser conhecido pelo ambiente cultural, boémio e artístico que dura até hoje. O Bairro Alto foi a sede da imprensa nacional desde o século XIX até 1970. Atualmente só existe um jornal no Bairro Alto, o jornal desportivo "A Bola". A partir da década de 1980 surgiram os primeiros espaços de diversão noturna, nomeadamente a discoteca "Frágil" e o restaurante "Pap’Açorda" (atualmente com estabelecimento no Mercado da Ribeira).

Arquitetura e origem do Bairro Alto

No Bairro Alto é possível observar ruas largas perpendiculares perfeitamente desenhadas a régua e esquadro, sendo igualmente labirínticas por parecerem todas iguais para quem visita o Bairro Alto pela primeira vez. O Bairro Alto foi o primeiro bairro com planeamento urbanístico a ser construído fora da antiga cerca que rodeava a cidade de Lisboa. O atual Bairro Alto tem origem no século XVIII, do reinado de Dom João V (1689-1750) com a deslocação da Nobreza que fugiu da zona ribeirinha para o Bairro Alto, localizado a norte do centro lisboeta. O Bairro Alto é o maior exemplo de planeamento urbanístico de Lisboa. No Bairro Alto é possível encontrar igrejas imponentes, como a Igreja de São Roque ou a Igreja de Santa Catarina, palácios, nomeadamente o Palácio do Marquês de Pombal e o Palácio de Santa Catarina, largos e praças como o Largo do Carmo ou a Praça Luís de Camões e jardins, especialmente o de São Pedro de Alcântara, integrado no Miradouro de São Pedro de Alcântara.

Santa Catarina e Bica

O bairro de Santa Catarina, construído sobre a colina de Santa Catarina, foi assim designada para prestar homenagem a Santa Catarina do Monte Sinai. Os principais destaques de Santa Catarina são o Miradouro de Santa Catarina, o Alto de Santa Catarina, a Praça Luís de Camões e o Largo do Calhariz. Santa Catarina era o local onde se encontravam as Portas de Santa Catarina da Cerca Fernandina. Os limites geográficos da colina de Santa Catarina encontram-se definidos entre a Praça Luís de Camões e a Calçada do Combro. O bairro de Santa Catarina apresenta uma paisagem única em toda a cidade de Lisboa devido ao terreno acidentado e à vista magnífica do rio Tejo que é possível observar de quase todos os edifícios. A maior parte dos edifícios são antigos, as ruas são estreitas e sinuosas. Neste bairro, como um pouco por toda a zona histórica de Lisboa, é pode-se ver pessoas a falar de uma janela para a outra, a roupa estendida nas janelas e uma agitação única durante todo o dia e a maior parte da noite. É um local muito procurado por portugueses e estrangeiros para descansar, visitar e viver.

O bairro da Bica localizado entre o Bairro Alto e o Cais do Sodré e apresenta uma paisagem única na cidade com a existência de várias calçadas, ruas estreitas e escadinhas. As artérias principais são a rua da Bica de Duarte Belo, Calçada da Bica e a Calçada da Bica Pequena. O bairro da Bica surgiu devido a um aluimento de terras em 1597 que se verificou entre Alto de Santa Catarina e o Alto das Chagas. O bairro da Bica deve o nome à fonte Bica dos Olhos que foi construída em 1675. A Fonte da Bica dos Olhos era conhecida pela capacidade milagrosa de tratamento da cegueira ao molhar os olhos com água. A rua da Bica de Duarte Belo é a mais importante do bairro e é nela que se encontra o Elevador da Bica. O Elevador da Bica foi inaugurado no dia 28 de Junho de 1892 com o objetivo de ajudar os habitantes do bairro a transportar a água e mercadorias. Atualmente é um dos principais meios de transporte do bairro, é uma das mais importantes atrações turísticas da cidade de Lisboa e faz a ligação entre a rua de São Paulo e o Largo do Calhariz.

A Cerca Fernandina foi construída em 1375 e esta zona era muito frequentada para entrar e sair de Lisboa durante o século XV e XVI. As Portas de Santa Catarina foram destruídas entre 1702 e 1707 para que fosse possível a passagem do cortejo de Dona Maria Ana de Áustria, futura mulher de Dom João V. As Portas de Santa Catarina foram, mais tarde, substituídas pelo Largo do Chiado e por duas igrejas: a Igreja de Nossa Senhora do Loreto e a Igreja de Nossa Senhora da Encarnação.

Localização da Freguesia de Misericordia (Bairro Alto) no mapa de Lisboa

O Bairro Alto está situado perto de...

O Chiado, o Principe Real, São Bento e a Avenida da Liberdade